Os altos e baixos da inteligência artificial ao longo da história

O entusiasmo sobre inteligência artificial não é novo, porém, a cada um dos booms (cada uma das primaveras), seguiu-se um desanimador inverno.
A inteligência artificial hibernou e esteve adormecida até há cerca de 10 anos, mas subitamente, começou a aparecer associada a domínios tão diversos como condução autónoma, recomendações e sugestões em redes sociais, plataformas de comércio eletrónico, diagnóstico médico, reconhecimento facial, otimização de percursos, deteção de fraudes, assistência virtual, geração de narrativas ou compreensão de linguagem natural.
Na actual Primavera da IA (Inteligência Artificial), quer a perspectiva de mais um insucesso e desilusão de um novo Inverno, quer um extraordinário sucesso (no limite, implicando o domínio das máquinas sobre a inteligência humana) geram receios e preocupações.
Actualmente, a IA mobiliza investigadores, estudantes, investidores, decisores e empresários, mas também um número crescente de interessados que pretendem estar bem informados sobre o tema.

As limitações da actual inteligência artificial face à última geração
Existem três limitações graves da presente vaga de IA face ao que já tinha sido alcançado pela anterior, há três décadas:
1. A não evolução na modelação do conhecimento complexo;
2. O esquecimento da inferência lógica e do conhecimento baseado em regras;
3. O foco em problemas com respostas simples (dicotómicas, rankings, ações limitadas a um número de opções reduzido).
A IA actual é também seletiva ao aplicar muitas vezes o pouco inteligente porque é específico.  Toda a IA investida hoje em dia  é reconhecida por ser especifica e não genérica.